sábado, 19 de setembro de 2009

Perfil dos Cursistas


Flaviane Torres Barbosa
Data de nascimento- 10/06/85
Natural de: Pará de Minas
Signo: Gêmeos
Trabalho há dois anos como professora da rede municipal de ensino, com turmas de 6º ano. Sou muito feliz por ter uma família especial e uma filha maravilhosa. Considero-me uma pessoa honesta, dedicada e muito preocupada em desempenhar da melhor maneira a profissão que escolhi. Amo estar em sala de aula, compartilhar ideias, conhecimento, afeto. Acredito que nos tornamos melhores quando respeitamos a todos e trocamos experiências, daí a importância deste curso para mim. Adoro apreciar bons lugares, boas companhias, viver... Crônicas são minhas favoritas. Sonhos?Tenho muitos... E espero concretizá-los. Penso positivamente e confio em Deus, pois isso cresceu em mim. As dificuldades são imensas, surgem a todo momento; mas encaro de frente e luto para vencê-las. A cada dia me transformo e aprendo mais; o amanhã será sempre melhor.

“Professor não é quem sempre ensina. Mas quem de repente aprende.” João Guimarães Rosa


Eu me chamo Nilza Aparecida de Aguiar, trabalho com 4º ano na Escola Municipal Dona Cotinha e 7º ano na Escola Municipal Professora Amélia Guimarães, com Português.
Gosto muito do contato diário com os alunos, pois estou sempre aprendendo algo mais. Tento inovar as atividades em sala de aula para que a permanência na escola seja prazerosa para todos. Acredito muito que é através da Educação que as mudanças podem ser realizadas e com bons resultados.
Acho muito bom quando sobra-me tempo para ler, ouvir música e passar bons momentos com a família.
Azul é minha cor preferida.
Roma, um lugar que quero conhecer.


Sou Adenísia de Fátima Maciel, tenho 40 anos, casada, mãe de três filhos maravilhosos: Fernanda, Felipe e Flávia. Sempre tive o sonho de ser professora, mas só consegui realizar em 2006 com 37 anos. Porém tenho pouco tempo na profissão, enfrento dificuldades, mas nada que me faça desanimar. Atualmente estou na escola Municipal São Domingos Sávio como professora de Português. Gosto do que faço e estou aprendendo a cada dia que “o melhor educador não é o que controla, mas o que liberta. Não é o que aponta os erros, mas o que os previne. Não é o que corrige comportamentos, mas o que ensina a refletir. Não é o que desiste, mas o que estimula a começar tudo de novo.” Augusto Cury


Meu nome é Íris Mary Rodrigues, sou sonhadora e corro atrás dos meus objetivos. Tudo que sou e tenho não é mérito meu e sim bênção divina, pois é Ele que tudo faz em minha vida. Desde criança tinha o sonho de ser professora. Lembro-me que não fiz o pré-escolar devido a falta de condições financeiras, via meus amigos irem para a escola, com aqueles uniformes bonitos, lancheiras coloridas e sentia muita vontade de ir junto, mas só comecei a frequentar a 1ª série no ano seguinte, foi um sonho realizado, apaixonei-me com a professora Dona Margarida e assim aumentou ainda mais o desejo de ser professora. Fiz o ensino fundamental e o magistério, porém não consegui lecionar. Mas com a graça de Deus fiz faculdade de Letras e as portas se abriram para mim, agora realizo meu sonho “ser educadora”,tudo tem a sua hora.
Tenho que aprender muita coisa e aperfeiçoar mais, assim alcançarei meus objetivos.


Eva Soares Souza: sou casada, tenho três filhos - Érika (21), Jéssika (18) e Douglas (15)- sou professora de portugês há 18 anos e trabalho na Escola Municipal Izaltina Meireles Mendonça há 10 anos. Atualmente estou cursando Pedagogia (4º período). Adoro minha profissão e acredito que a Educação é a base para um mundo melhor. Identifico-me muito com a citação de Piaget: "A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe." Só assim teremos a certeza de que o futuro de nosso país estará em boas mãos.

NOME: SÔNIA MARIA MARTINS NUNES
IDADE: 56 ANOS
SEXO: FEMININO
SIGNO ASTROLÓGICO: TOURO
ATIVIDADE: ENSINO
PROFISSÃO: PROFESSORA
LOCAL: PARÁ DE MINAS - MG BRASIL

QUEM SOU EU?

SOU CASADA, MÃE DE QUATRO FILHOS, TENHO UMA NETINHA LINDA, SOU PROFESSORA HÁ DOIS ANOS, TRABALHO COM PORTUGUÊS NO PROJETO P.A.V. E ME SINTO MUITO FELIZ COM MEU TRABALHO, APESAR DA FALTA DE INTERESSE DOS ADOLESCENTES NA APRENDIZAGEM.


Marcos Antônio da Silva, 35 anos, casado com Laura Lúcia Silva, cruzeirense, professor de português da rede municipal e estadual de educação faz nove anos. É uma pessoa muito reservada, bastante observadora, detalhista e metódica em tudo o que faz. Seus gêneros de leitura preferidos são: o conto e a crônica, tendo o escritor Fernando Sabino como seu favorito. É uma pessoa calma, tranquila e paciente, mas quando algo o incomoda ou lhe é imposto fica extremamente nervoso. Suas amizades são escolhidas criteriosamente e por isso é muito fiel a elas. Nas poucas horas de folga gosta de ficar com a família, viajar com a esposa ou mesmo ouvir músicas ou jogo de futebol enquanto limpa seu carro. Possuiu alguns hobbys como tocar violão e praticar artes marciais os quais deixou de lado por falta de tempo.


Sou Neliene Vilela Batista, professora do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Tenho28 anos de felicidade, sou alegre, extrovertida, dedicada, mas ansiosa e preocupada....
Valorizo as coisas simples da vida, adoro ouvir histórias de vida das pessoas que me cercam, procuro bons exemplos para seguir. Amo muito minha família, principalmente minha mãe,que apesar de não estar mais entre nós, foi um ser humano extraordinário, admiro-a como pessoa, mulher, esposa e mãe... Seus exemplos permanecem vivos em mim; meu pai é uma pessoa que a cada dia me faz querer viver mais e ser grata a Deus por tudo. Estou numa fase importantíssima de minha vida, encontrei uma pessoa muito especial que me fez acreditar no amor e perder o medo de arriscar. Sou uma pessoa franca, busco ser melhor, tento ser mais calma, mais compreensiva. Sei que mudanças levam tempo, portanto peço a Deus que me ajude a ser mais humana, mais passiva e humilde para reconhecer minhas falhas e fraquezas.


Chamo-me Valéria Martins Dutra, sou brasileira, casada, mãe de duas crianças lindas, professora de Língua Portuguesa há nove anos. Gosto muito do meu trabalho, mas lamento que não são todos os meus alunos que deem importância aos estudos. Mesmo assim continuo tentando incentivá-los cada vez mais.
Tenho como característica marcante o fato de ser persistente, esforçada e determinada em tudo que faço. Vou à luta, esforçando-me para vencer os obstáculos que surgem, tentando conquistar cada vez mais o meu espaço e os meus objetivos, tanto profissionais, quanto afetivos ou pessoais.
Outra característica é gostar do anonimato, razão pela qual não coloco minha foto nesse perfil...


Nathanaela Felícia Borges

Um pouco de mim
Sou muito, muito intuitiva. Todos os meus sonhos são como premonições e recebo sinais a todo o momento. Às vezes, só de olhar pra uma pessoa (mesmo desconhecida), sinto quando seu coração aperta (aprendi a ter essa conexão com minha avó e nunca mais falhou). Às vezes acordo com uma tristeza que sei que não é minha e fico angustiada até descobrir de quem é. Nestes dias liberto a angústia através da escrita, assim nascem os poemas que doem. São minhas palavras, não as dores. Ou vice-verso.
Tenho 10 melhores amigos de verdade. Homens, mulheres, gente bem mais jovem, bem mais velha, enfim... E me dedico imensamente. Morro de ciúmes, morro de amores, morro de cuidados, morro de saudades... Cada dia acordo mais apaixonada por cada um e fico horas pensando em mimos para presenteá-los. E quando estou perto deles é só entrega, vocês deveriam ver como fico bonita nesses olhos que me fitam e me fazem sentir viva... E quando acordo com maus pensamentos, tenho vontade de enviar flores pra qualquer um deles, porque sei que iriam vibrar numa energia amorosa tão grande que naquele momento eu me conectaria a ela e o meu dia com certeza será melhor.
Quando leio um autor que me fascina, não sossego até ler toda ou quase toda a sua obra. Nunca me sacio. Meus livros são as coisas materiais mais valiosas que tenho. Por falta de espaço, vou me desfazendo de outras coisas para dar lugar a eles. A qualquer lugar que vou, carrego 3 ou 4 porque nunca sei o que terei vontade de ler durante todo o dia. (Gosto de ler pra minha cachorrinha Prin). E sempre paro pra escrever uma observação sobre o que li, uma crônica sobre a cena que vejo, palavras jeitosamente colocadas, uma metáfora que me assalta. Tenho cadernetinhas em diversos lugares da casa, e no carro. Nunca saio de casa sem um livro. Qualquer um. Escolho o livro pelo tamanho da bolsa. Leio ou releio no ônibus, no trabalho, na fila de espera...
Sou intensa demais. Se começo a pintar um quadro, limpar a casa, ver um filme varo a madrugada, se saio pra dançar só volto ao amanhecer; quando viajo vou a todos os roteiros, se me apaixono sou toda aquela Dança do Universo, se a coisa me dói eu sinto a alma descascada exposta ao sol de tanto que me arde. Quando estou num momento fértil acordo no meio da madrugada pra ler ou escrever (quando consigo dormir). Minha gargalhada é aquela alta, satisfeita, que sacode todo o corpo, muda toda a expressão do rosto; mas se choro meu corpo se encolhe até virar botão, semente, num soluço de partir qualquer coração; se me isolo não atendo nem ao telefone (mudo do mundo), se me socializo sou capaz de juntar diversas pessoas de várias tribos num mesmo lugar, se vou para um boteco, só volto pra casa quando fecham o bar. Pra finalizar, eu tenho uma filosofia de vida que consiste em abandonar a cada dia uma certeza, e criar outras inúmeras convicções.


Silvana Fernandes - sou professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesa. Atualmente leciono na rede estadual e municipal de ensino. Casada, 38 anos, tenho 2 filhos fascinantes.
Gostos, muitos... Gosto e tenho muita sensibilidade em apreciar o que é belo em qualquer área da vida. Gosto de livros: de tocá-los, de olhá-los, de cheirá-los, de lê-los, de explorá-los. Meus favoritos são tantos... poesia, romance. Não gosto muito de livros de autoajuda. Gosto de música, de ouvi-las e dançá-las: música popular brasileira (verdadeiras poesias), blues e muito rock. Não me identifico muito com sertaneja, pagode e axé. Gosto demasiadamente de gente, sobretudo de gente verdadeira, de gente otimista, de gente que sabe o que quer e faz o que quer sem se apegar em princípios pré-estabelecidos. Gosto de ensinar e de aprender, na mesma medida. Gosto de viajar e conhecer lugares e pessoas diferentes (este é meu maior hobby). Gosto e respeito a natureza e a vida que ela inspira.


Nome: Ana Kelly Barbosa Cândido
Idade: 25 anos
Estado civil: solteira
Cidade: Pará de Minas- MG
E-mail: kellynhagessinger@hotmail.com
Moro: com minha mãe
Profissão: Professora de Educação básica- Língua Portuguesa
Habilitação: Letras
Formação: Faculdade de Pará de Minas- FAPAM
Rede Belaar de Ensino- Pós Graduação em Lingüística e Literatura.
Trabalho atual: Professora de Língua Portuguesa e Inglesa do ensino fundamental II pela rede municipal de ensino.
Curso atual: Gestar II
Educação: “Educar é mais do que ensinar a ver de certa forma. É desejar que se veja de muitas formas.”
Quem sou eu: Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE! Posso ter defeitos, viver ansiosa e ficar irritada algumas vezes, mas não esqueço que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Portanto, não me deem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre, não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração! E não me façam ser o que não sou não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
“Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo.”


Ângela Gonzaga
Pará de Minas, MG, Brasil
Ângela Aparecida dos Santos Gonzaga nasceu em Pará de Minas,MG,no dia 16 de outubro de 1970, filha de Antônio Cornélio dos Santos e Maria da Conceição Lima dos Santos.Ângela cursou Magistério do 2º grau e Letras pela FAPAM, concluindo-o em 2002. É professora desde o ano 2000, do 4º ano do ensino fundamental. Foi fundadora e presidente da Associação Comunitária do CAIC, também de um bloco carnavalesco chamado Alto das Laranjeiras. Atualmente é professora do 4ºano do ensino fundamental e do 6ºano como professora de português,inglês e ensino religioso.Apaixonada e realizada pela profissão sente-se feliz por fazer parte da formação dos seus alunos.


Teresa Cristina Lima Duarte - Tenho 25 anos, casada, sou professora de português e artes, leciono nas escolas municipais Dona Cotinha e Caic. Gosto muito da minha profissão e procuro sempre aprender mais e mais para conseguir passar o melhor para meus alunos.





Nome Completo: Marisa Simões Guimarães do Nascimento
Data de Nascimento: 30/10/1953
Natural de: Pará de Minas – MG / Brasil
Signo: Escorpião
Estilo (moda): Aquela que me deixa à vontade e feliz.
Qualidades Pessoais: Sou uma eterna sonhadora, estou sempre em construção. Responsável, sincera, honesta. Detesto pessoas falsas e mentirosas. Procuro respeitar a individualidade de todos com quem convivo, principalmente meus alunos, procurando conhecer suas dificuldades e problemas e dentro do possível, uso textos que vão auxiliá-los a compreender que todos têm problemas e que o importante é enfrentá-los e vencê-los. Para isso, usando como base o respeito e boas maneiras.
Hoje, já não sou o que fui ontem... Graças a Deus!!!
Procuro dignificar minha condição de mulher, aceitando minhas limitações,
procurando mostrar uma rocha de segurança diante dos valores que estão desmoronando.
Livros: O Vendedor de Sonhos; A Cabana, dentre outros.


Meu nome é Luciana Brandão Leal, tenho 28 anos e moro em Pará de Minas. Sou formada em Letras e leciono Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental. Eu amo estar em sala de aula, apesar de todos os problemas conhecidos... Acredito que, apenas pela educação, poderemos transformar o ser humano e construir um mundo muiiiiito melhor! Adoro ler, especialmente romances e poesias, sou alegre, divertida, extrovertida, ansiosa e preocupada... Um abração para todos!"




































quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Fotos Encontro BH - Agosto/2009

Minha amiga de Três Pontas, Roseli, e nosso material

Eu e minha Professora Doutora Aya Ribeiro


Nosso grupo de trabalho (Andrea, Estela, Lucimar, Simone, Terezinha e Neusa)
Outros colegas Lilian, Carla, Roseli, Lucimar, Andrea, Regina, Sara, Aya, Simone


Apresentação do trabalho desenvolvido em Pará de Minas




sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Textos Produzidos pelos professores - 2º encontro - etapa2

Poemas criados por nós, cursistas do GestarII, lembrados ao realizarmos a atividade 1 -d- unidade 22-TP6. Muuuito bom!!!!

Ficar...
Pra você o que é “ficar”?
Pra mim, ficar é “estar”.
Estar com alguém
De alguma forma
Em algum lugar.

Seja no trabalho
Com responsabilidade e alegria
Ou no lazer de cada dia

Com alguém a quem se ama
Verdadeiramente
E se dar de presente
Constantemente

Ficar é para o adolescente
Não ter compromisso
Talvez ser omisso
pois no coração
ninguém manda
ninguém conhece
E de repente
Alguém pode estar sofrendo
Por aquele que fica
Somente !!! ( Sônia Martins)



"Escrevo poesias quando os meus sentimentos transbordam em mim, assim preciso dividi-los com o papel. Minhas experiências com poesia foi na escola e na faculdade, mesmo tendo a consciência de não ser uma poetiza, sentia-me muito a vontade ao redigir uma poesia."

"Escrevo palavras soltas
Sem rimas fixas, sem regras
Deslizam sobre o papel sem nada dizer
Apenas junto sílabas, não defendo ideias
Minhas palavras seguem livres
Sem destino, sem destinatário
Minhas palavras são partes soltas dentro de mim,
Não se encaixam, não se prendem
Sou livre, assim como minhas palavras." (Ana Kelly Barbosa Cândido)



Lembranças...
Quando entrei aqui novamente
Veio você na mente
Que sensação estranha
Parece que o tempo não passou
Foi bom, melhor sentimento sentido.
Alegria, emoção, ansiedade, medo.
Tudo ao mesmo tempo...
Como é bom apaixonar-se
Como é bom gostar
Como é bom ser adolescente
Apaixonada, encantada, emocionada.
Eta tempo bom!
Tempo que não volta mais...
Não que não goste da vida hoje.
Sensações diferentes, amores diferentes
Vida diferente...
Maturidade, época boa
De repente descobri,
fui feliz e sou mais feliz ainda...
Ser mãe, ser esposa, ser amada!
Como é bom viver...
Eta vida boa! (Simone K. da Silveira Gomes)


Doa
A dor últimos. Dos únicos. Dos pávidos.
Dos incrédulos. Dos insepultos. Dos postes. Dos poetas.

Doa
a dor do vírus
do herbívoro no semi-árido
do sol(itário) do sertão
do solzinho de Julho, embrulhado na nuvem,
dele poente.
do dia do aniversário da gente
doa a dor do ciso,
ou de qualquer outro dente.

Doa
a dor do calo no pé
do galo na testa
de uma espada transpassando a aresta
do espírito
doa a dor-de-cabeça, a dor-da-benzetacil-na-bunda
a dor no dorso da corcunda,
a dor de ouvido
(quando entra palavra ou água com sabão)
doa a dor-de-cotovelo, a dor do joelho
ralado sem esparadrapo, no chão.

Doa
a dor do mar morto
do barco que volta sozinho ao porto
doa a dor do parto
ou ainda, a dor do parto
de um filho morto,
doa a dor do coito sem acato,
doa a dor do esperma escorrendo pelo ralo,
doa a dor do chute no saco,
e a dor do vazio no prato, (da terra estéril).

Doa a dor do inapto
Do inconcepto.
Do mentecapto.
De Júpter; vice-reinando a Via Láctea
(imenso e solitário)
Doa a dor do carrapato
sem animal no pasto.

Doa
a dor do pássaro sem asa.
a dor dos olhos do cego.
das pernas que não andam.
Do seio que ficou seco; do leite que virou pedra.
Dos que fingiram habtuar-se a andar nas trevas.
Dos entrevados, amputados e paraplégicos.
Dos epiléticos, leprosos, aidéticos.

Doa
a dor dos andarilhos.
Dos seus filhos. Dos peregrinos.
Dos meninos da Somália.
Da alma de Ismália, na lua espalhada.
dos homens das caverna e do subúrbio,
e de toda espécie extinguida ou alienada.

Doa
a dor da viúva no cio
Do frio batendo nos fios.
A dor do amor
E do amor de Diadorim (dorzinha-dorzim)
A dor do adeus dado.
E a dor do a-Deus-dado.

Doa
a dor da matéria: da mala; do pente; do fósforo;
do absorvente, do cadarço desamarrado.
Do criado-mudo; do armário;
e de tudo que é inanimado
Doa a dor

Doa
a dor do que existe vago,
como o h, mais que letra um sopro,
sem fonema, sem gosto, sem gasto.
Doa a dor do b mudo,
ou do a sem agudo ou descraseado,
em si, solto, átono como um átomo
isolado no espaço.

Doa
a dor do espaço
sem saco (o cosmo sem beira)
Doa a dor do tempo sem cerca
do que nunca finda, etceteriza...
(Ah como me dói as eternidades). (Nathanaela Felícia Borges)


A vida na fazenda
A vida na fazenda é legal
Pescar e ver os porcos no curral
Deitar e brincar com coelho
E sentir o bom cheiro

O frango fritando na panela
E ver os pássaros na janela
Ver as nuvens lá no céu
Comer bolo e pão de mel.

Tomar leite da vaquinha
Almoçar: frango, arroz, feijão e farinha.
Ouvir músicas falando do sertão
E tomar banho de ribeirão.
E tirar uma foto de recordação. (Ângela Aparecida Santos Gonzaga)

E não é que além de poetas, também temos professores cronistas...

O sapo teimoso. (Marcos Antônio da Silva)

Depois de ter chegado do trabalho e após ter almoçado, resolvi como de costume tirar um cochilo para descansar e enfrentar o segundo turno de trabalho logo mais à noite. O tempo estava fechado e logo começou a chover e ventar balançando a janela do quarto em que havia deitado. Soprava até um ar gostoso, refrescando todo o ambiente, pois a manhã tinha sido muito quente e dificultava a minha soneca vespertina.
Ao começar a dormir lembrei-me de que o vaso de coqueiro que minha mãe me dera para enfeitar a garagem, o coitado, estava todo seco e como já estava chuviscando resolvi levantar e pegá-lo para tomar um banho de chuva e recuperar sua viçosidade no jardim. Foi quando me depararei com o sapo. Isso mesmo, o sapo que morava no cano da casa do vizinho e que passa dentro do meu lote e deságua lá na rua. Toda vez que chove ou o cano enche d’água, quando eles lavam o quintal, o asqueroso sapo sai e pula para dentro do terreno de minha casa adentrando pelo portão da garagem. E foi isso que tinha acontecido na noite anterior quando cheguei do trabalho com minha esposa e ela ao abrir o portão deu um grito de pavor ao ver o bichinho.
Ele vinha saltitando como de costume, e nem precisaria falar nisso pois ele anda é assim mesmo, em direção ao portão. Larguei o coqueiro que carregava e ataquei-o com os chinelos que tirei dos pés e ele logo tomou outra direção. Voltei para dentro de casa e novamente deitei-me, mas quando estava quase pegando no sono imaginei que o anfíbio rugoso deveria ter ido em direção ao portão social e debaixo de chuva fui correndo conferir. E não é que o danado estava lá! Nojento e sonolento, estava num canto com a boca encostada na parede escondendo da chuva. Fiquei admirado com a sua esperteza e ao mesmo tempo indignado por ele ter escolhido minha casa. Voltei para dentro de casa e na cozinha fui buscar um punhado de sal. Mas peguei só um pouquinho porque a cultura popular diz que ao jogar no sapo ele fica incomodado com a ardência que o cloreto provoca e logo procura água para se banhar. Dizem também que conforme a quantidade que lhe é atirada pode até morrer. E com um pouco de peso na consciência joguei no bicho e voltei para dentro de casa imaginando o que poderia acontecer. E novamente me deitei na esperança de descansar um pouco.
Acontece que ao lado do portão social existem aberturas feitas por pilastras que dão para o quintal e fiquei imaginando qual seria o trajeto do sapo, se ele poderia voltar para o seu esgoto ou entraria pelas aberturas referidas. Como já tivera acertado anteriormente sua rota, com certeza meu raciocínio estaria certo novamente e outra vez fui até lá conferir o que tinha acontecido. E não é que eu estava certo! O danado tinha passado pela abertura e estava a um canto do jardim, todo esborrachado cochilando.
Fiquei irritado com aquela teimosia do sapo e dessa vez nem pensei na quantidade de sal e o que poderia acontecer com ele. Busquei uma quantidade maior e, de raiva por ele atrapalhar meu descanso, joguei logo no seu dorso e fiquei observando pela janela. Dois segundos depois o sapo começou a se coçar, passando os pés pelas costas e fazendo aquele barulho de couro enrugado sendo raspado, como se fosse uma bola murcha. E saiu dando cambalhotas descendo a escada com uma velocidade incrível. Eu não sabia se ria com aquela cena hilária ou tinha pena do que poderia acontecer com suas costas. Mas acabei imaginando se as minhas fossem sensíveis assim; como faria para coçá-las se só me restassem os pés? Difícil não é? Então pensei naquele ditado cristão que diz: “Não faça aos outros aquilo que não queres que te façam” e os outros, nesse caso, podem ser também os animais.
Acabou vencendo o espírito cristão. Corri até a cozinha, enchi um copo d’água e atirei no seu corpo para livrá-lo do sofrimento. E ele ficou dormindo ali mesmo, dentro do quintal, e eu que queria tanto cochilar tive que me contentar com sua resistência e voltar para o trabalho.(Outubro de 2009)

Segundo encontro - etapa 2 TP6

Nesta semana, terminamos o estudo da unidade 21 – TP6, desenvolvemos a atividade 14 – pág.38, ressaltando o quanto é importante, na construção do texto argumentativo, que todos os argumentos conduzam ao mesmo objetivo e produzam efeitos desejados no interlocutor. Fechamos a unidade com a leitura e reflexão do “Ampliando nossas referências”. Estudamos a unidade 22 que é muito clara quanto a importância do planejamento na produção textual. Fizemos um estudo relacionado às Oficinas de Leitura e Produção de textos que concretizam na prática, as teorias linguísticas que enfocam o homem em processo de interação pela linguagem, uma vez que, nelas, os sujeitos aprendem a fazer, fazendo e entendendo como e por que fazem. Analisamos os passos a seguir nesse processo de ensino-aprendizagem e vimos mais uma vez a importância das sequências didáticas na construção do conhecimento. Realizamos a atividade 1 da unidade22, que me fez lembrar de um poema que havia escrito em determinada época, do qual não me lembrava mais. Outros cursistas falaram também de suas experiências pessoais na produção de poesias. Descreverei na postagem das atividades-oficinas alguns poemas. Finalizamos nosso encontro com algumas sugestões de atividades da AAA6 e como tarefa, a lição de casa 1 da TP6 e estudo da unidade 23. Na próxima semana não teremos o encontro presencial, pois dia 15 de setembro, terça-feira, é dia da Padroeira de Pará de Minas e será feriado municipal.

Trabalho em grupo






Esta atividade foi realizada com os alunos do 6ºano, na escola Municipal D. Cotinha, no dia 19 de junho. Estávamos estudando os gêneros textuais e sequências tipológicas, especialmente o texto injuntivo. Os alunos adoraram a atividade, se interessaram e cooperaram com seus colegas. A aula foi divertida, proveitosa e dinâmica. Professora Luciana Brandão Leal

sábado, 5 de setembro de 2009

Oficina 1 - etapa 2 - TP6 - 01/09/2009

Oficina 11 – módulo 2 – TP6 – unidade 21 – Argumentação e linguagem
Proposta de atividade - Escolha um provérbio e construa um texto argumentativo em que a tese seja a moral:
1. Quem tem boca vai a Roma;
2. Devagar se vai ao longe;
3. Mais vale um pássaro na mão do que dois voando;
4. Antes tarde do que nunca;
5. Quem tudo quer tudo perde.
Objetivos:
1- identificar marcas de argumentatividade na organização dos textos;
2- identificar e analisar diferentes tipos de argumentos que sustentam uma argumentação textual;
3- reconhecer a qualidade da argumentação textual.

Texto 1 - Gente que faz...

Nesta edição especial, a coluna “Gente que faz” destaca a trajetória da Pará-minense Sônia Martins.
Nascida no dia 29 de abril de 1953, Sônia teve uma infância bastante conturbada, devido a separação dos pais e mudança de cidade. Já na adolescência, aos treze anos, perde o pai e a mãe, tendo que vir a trabalhar e logo depois, casando-se, dedicando sua vida a família.
Aos 47 anos, ela retomou seus estudos e conseguiu graduar-se em letras, vindo a exercer a profissão de professora de português dos anos finais do ensino fundamental. Portanto, Sônia faz jus a fala, “Antes tarde do que nunca”

Gênero textual – Biografia
Cursistas - Ângela, Flaviane e Sônia



Texto 2

Todo brasileiro precisa de um mínimo de estudo e formação para que possa ser bem sucedido profissionalmente. Estatisticamente, foi comprovado que o grau de conhecimento dos formandos, estudantes e diplomados, fica aquém de seu curso.
Para recuperar o tempo perdido durante anos e anos que passaram pela escola, muitos brasileiros se matriculam em “cursinhos”, cursos profissionalizantes de informática e outros mais, que são oferecidos. Mesmo depois de formados, eles partem nessa procura para conquistar um espaço digno na sociedade. São pais de família, adultos, idosos que reconhecem que sempre é tempo para aprender. “Antes tarde do que nunca”.

Gênero textual – Texto de opinião
Cursistas – Luciana, Nilza e Valéria


Texto 3 – Os dois pássaros

Dois pássaros desejavam fazer seu ninho numa mesma árvore, porém ambicionavam o mesmo galho, que era o mais alto e esplendoroso. Nenhum deles queria ficar no galho de baixo, pois assim se sentiriam inferior em relação ao outro. Permaneceram assim por algum tempo.
Enquanto isso, outro pássaro observava de longe, com cautela. Juntou seus galhinhos, folhinhas, continuou a espiar. Pouco a pouco, sem que os brigões percebessem montou seu ninho, lá no lugar tão disputado pelos outros. Os dois com “cara de tacho” e “queixo caído”, tiveram que se contentarem com uma árvore não tão frondosa e alta como a desejada. “Quem tudo quer, tudo perde”

Gênero textual – Fábula
Cursistas – Silvana Fernandes, Marcos Antônio e Marisa





Texto 4

Quem tem boca vai a Roma
A Paris, a Nova York, mas
Não antes de passar pela
Escola de Idiomas “Boca Esperta”

Matrículas abertas

Gênero textual – Anúncio publicitário
Cursistas – Adenísia, Nathanaela e Teresa



Texto 5

Você quer um cabelo liso?
Você quer seus cabelos esvoaçantes ao vento?
Você quer largar de lado o secador e a chapinha?
Está cansada de acordar cedo?
A Loreal tem a solução...
Escova inteligente sem formol. O formol provoca a queda dos cabelos.
Cuidado! “Quem tudo quer, tudo perde”

Gênero textual – Anúncio publicitário
Cursistas – Neliene, Ana Kelly,Geralda Eva

Primeiro encontro - etapa 2 - 01/09/2009

Terminei a minha capacitação da 2ªetapa do Gestar II dia 28 de agosto em Belo Horizonte-MG. Já havia agendado com as cursistas o nosso primeiro encontro deste módulo II para o dia 1º de setembro. O encontro aconteceu com 99% de presença e participação dos cursistas. Apenas a aluna Iris faltou por motivo de doença. Os professores fizeram um relato do desenvolvimento das atividades dos AAAs com os alunos, da construção do projeto e o envolvimento da escola, tiraram algumas dúvidas em relação as avaliações diagnósticas que estão aplicando em suas respectivas salas de aula. Passei a eles o cronograma dos encontros presenciais para que todos se organizem e se tudo der certo terminaremos ainda este ano. Abaixo descrevo o cronograma:
Cronograma dos encontros presenciais de Língua Portuguesa às terças-feiras-etapa 2
• 01/09 - Orientações gerais e TP6 – unidade 21
• 08/09 - Encontro presencial / oficina – TP6
• 22/09 - Encontro presencial / oficina – TP6
• 29/09 - Encontro presencial / oficina – TP6
• 06/10 - Oficina para confecção de materiais
• 27/10 - Encontro presencial / oficina – TP1
• 03/11 - Encontro presencial / oficina – TP1
• 10/11 - Encontro presencial / oficina – TP2
• 17/11 - Encontro presencial / oficina – TP2
• 01/12 - Encontro presencial / avaliação
“ Com organização e tempo acha-se o segredo de fazer tudo e de fazê-lo bem feito.” Pitágoras
E assim continuamos nosso encontro com a leitura e reflexão dos textos “Lecionei a todos eles” e “A escola ensina para a vida?”. Começamos o estudo da TP6 – unidade 21, pontuando questionamentos relacionados às atividades, ressaltando o uso argumentativo da linguagem tanto oral quanto escrita em diferentes gêneros textuais. Desenvolvi uma atividade em grupo com os cursistas que tem como objetivo identificar marcas de argumentatividade na organização dos textos, o resultado desse trabalho está descrito na postagem das atividades-oficinas. Terminamos nosso encontro na expectativa de que esta 2ª etapa será tão proveitosa quanto a 1ª e na certeza de que, com garra e determinação fazendo o que nos é possível, conseguiremos êxito em nossa caminhada.
“Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.” Isaías 40: 31
Simone Kátia da Silveira Gomes